quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Foi mais um ano durante o qual eu fiquei esperando que a vida acontecesse, e talvez ela tenha acontecido. Digo talvez, porque tenho a impressão que eu estava tão ocupada esperando alguma coisa que acabei esquecendo de prestar atenção no que acontecia ao meu redor.

Bem, fazendo um balanço:

- Mudei de cidade, mudei de casa, e tive certa ascensão no trabalho.
- Descobri, quando estava indo embora, que tinham alguns amigos que são mais amigos do que eu pensava e alguns menos.
- Tentei esquecer e superar uma dor daquelas que vão minando toda a auto confiança da gente, não consegui, mas sobrevivi (será isso uma vitória?)
- Realizei alguns sonhos (sim!!!!!!! Estou confessando uma certa felicidade!!!!!)
- Fotografei menos do que queria e acho que isso foi falta de dedicação a um esporte pouco difundido... a contemplação.
- Tive dias gloriosos e entre cada um deles um mar de mediocridade.
- Senti saudades!!!!!!!! Reflexo do meu envelhecimento. Saudade pode ser uma coisa boa, afinal, só temos saudades de momentos bons. Mas está chegando a fase onde tenho muitas lembranças que me deixam saudosa e a sensação de que eu deveria passar mais tempo gerando lembranças do que pensando nelas está começando a incomodar.
- Me diverti com a família, com os AMIGOS e sozinha. Mais uma vez aquele sentimento ultra paradoxal... me divertir sozinha é bom?
- Chorei alguns rios (a maioria das lágrimas endereçadas a um destinatário nada interessado nessa remessa)
- Ri.... ri muito... o que é meio inerente a minha personalidade, afinal, na dúvida, ria, nem que seja pra disfarçar.
- Gastei tempo demais pensando em como as coisas seriam se a possibilidade de que elas tivessem acontecido de outra forma realmente existisse. Trocando em miúdos: DESPERDICEI MUITO TEMPO!!!!!!!
- Brinquei de negar veementemente o óbvio, de adiar o urgente, de repetir enganos...
- Formatei, deletei, adicionei, bloqueei, configurei, publiquei, alterei...
- Não agreguei nenhum conhecimento realmente significativo (apesar de que acho a introdução da palavra epifania ao meu vocabulário um fato a ser comemorado)
- Li bons livros (menos do que deveria), escutei boa música (menos do que deveria), viajei (MUITO menos do que deveria)
- Não encontrei tempo pra me dedicar mais a mim, não encontrei vontade de fazer isso, não encontrei inspiração pra olhar no espelho pelo menos de vez em quando e dizer que gosto de mim mesma. Na verdade acho que não encontrei coragem de me olhar no espelho...

Enfim.... foi um ano... bom ou ruim... depende do prisma, da vontade, da inspiração, do clima.... no fundo, cada vez mais... vejo que depende de mim...

Ms Ladybug

sábado, 15 de dezembro de 2007

Pra aquele lugar...

De repente descobrimos que só andamos por caminhos previamente traçados e que até pra isso nossas pernas tornaram-se permanentemente reféns de escadas rolantes, elevadores e afins.
E aquela felicidade que tinham nos prometido e que estava prevista para os momentos de paz e harmonia junto com as pessoas que amamos foram trocados por coisas que o dinheiro pode comprar. A plenitude virou sapato, bolsa, gadgets ou qualquer outra coisa que distraia a nossa atenção.
E os amigos de festa tomaram o lugar dos bons amigos porque notamos que até os bons amigos desapareceram quando a festa acabou.
E gastamos as nossas vidas contando calorias, queimando gorduras, alisando cabelo, comparando as pessoas e seguindo padrões não fazem sentido e custam a infelicidade coletiva.
Corremos na esteira indo a lugar nenhum...
Pedalamos uma bicicleta que não sai do lugar...
Gastamos horas no trânsito encarando a mesma paisagem sem nem mesmo notar que estamos parados!
Não sobra tempo para notar que nos alteramos, nos renovamos, nos inventamos e reinventamos pra conseguir acompanhar um mundo que não acompanha as nossas necessidades.
E quando procuramos alguém pra nos ouvir, só encontramos pessoas tão carentes de atenção quanto nós mesmos. Quando procuramos um ombro amigo, encontramos mais uma cabeça a ser escorada. Quando pensamos que finalmente chegou a nossa vez... descobrimos que a fila é imensa e que somos apenas mais um dos que querem mandar o mundo pra aquele lugar!!!

Ms Ladybug

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Surpresas da vida

Sabe... eu ainda me surpreendo com algumas coisas, como as nossas vidas são imprevisíveis. É engraçado, às vezes você acha que conhece tão bem uma pessoa, e no final das contas não a conhece.
O mistério humano; é isso que torna as pessoas interessantes. Essa semana eu li um livro, um best seller japonês, escrito por uma garota da minha idade, o livro fala sobre o comportamento da juventude perdida e renegada do Japão.
Analisando bem o livro, na realidade se encaixa em qualquer grande centro urbano. Mas, onde eu quero chegar com isso?
O livro conta a história de uma garota chamada Lui, ela mora com um cara chamado Ama, não vou contar toda a história, mas, resumindo, os dois moravam juntos, viviam como um casal qualquer, só que um não sabia da história do outro, aliás, eles não sabiam nem os nomes reais um do outro! E apesar dela esnobar ele a todo instante, ela o amava, mas não dizia nada, aliás, nem ela tinha consciência disso...
Bom... lá pelas tantas do livro o Ama some... e ela não consegue nem dar parte na polícia porque ela não sabe o nome real dele! (hahaha... isso eu realmente achei muito absurdo...). E ela entra em desespero!
Essa semana aconteceu algo parecido só que com outro contexto, um casal que jurava amor eterno, se desfez. Jurava que os dois se conheciam profundamente, de um saber o que o outro pensa, e no fim, chegou-se a conclusão de que os dois não se conheciam...
Meio paradoxal não acha? Mas é bem isso que aconteceu...
Era o típico casal da propaganda de margarina, e no final mais parecia um casal de um conto de Nelson Rodrigues, a Vida Como Ela È...
E quer saber mais uma inversão? ELE está arrasado! Sim ARRASADO! E ela, pelo que percebi, está bem... curtindo a vida...
As mulheres reclamam que não existem homens bons por aí, mas fazer o que se quando elas encontram jogam fora por besteira? Foi esse o caso... nunca na vida dela ela vai achar outro homem como ele... pior que ela só vai se dar conta disso, quando estiver infeliz ou sozinha.
Ele? Vai se recuperar... com certeza... e vai achar uma mulher mais esperta e madura, e será feliz...

Porque eu resolvi escrever esse texto? Só pelo simples fato de existir muita mulher burra por aí... só isso... apenas um desabafo...


Texto: Lunna Malk