Uma vez eu achei que tinha certeza do que eu queria, estava completamente errada.
E achei também que as pessoas realmente se interessavam pela beleza interior, que sendo boa, legal, solícita, companheira, culta e dedicada poderia me tornar uma pessoa interessante. Eu também estava errada, deveria ter investido mais do meu tempo em cultivar uma cintura fina, uma bunda empinada e um belo par de peitos.
Achei que estava cercada de grandes amigos, descobri que fui uma boa amiga pra vários, talvez até grande amiga pra alguns.. mas a contrapartida... prefiro nem fazer as contas, pois sei que também nesse aspecto da minha vida acabo perdendo.
Achei que nunca ficaria sozinha. Sim, eu tenho uma forte tendência a me iludir.
Achei que poderia escolher simplesmente não sofrer. MENTIRA!
Achei, ou melhor, decidi apostar na certeza de que quem eu amava (ou amo), merecia todo amor, carinho e admiração que eu dedicava a ele. Mais um grande erro. E imenso desperdício de tempo e sentimentos.
Achei que minha presença faria diferença, depois achei que a minha ausência faria. Descobri que muitas vezes simplesmente não faço.
Achei que o sucesso era a recompensa por um trabalho bem feito, e que ele vinha acompanhado de reconhecimento. Descobri grandes talentos extremamente esforçados, mas eternamente anônimos.
Achei que uma pessoa não poderia querer machucar outra deliberadamente e sem ter um forte motivo. Fui surpreendida pelo fato que tem gente que faz isso por diversão.
Já achei que felicidade fosse recompensa, também já achei que fosse destino, cogitei a idéia dela ser o caminho, consegui acreditar que fosse recompensa, pensei que poderia ser acidente ou incidente, questão de escolha, golpe de sorte, fator cármico, momentos, trajetória, estilo de vida, opção, roteiro e trilha sonora.
Hoje, tento não achar mais nada, porque acho que já nem tempo mais tenho pra isso.

E achei também que as pessoas realmente se interessavam pela beleza interior, que sendo boa, legal, solícita, companheira, culta e dedicada poderia me tornar uma pessoa interessante. Eu também estava errada, deveria ter investido mais do meu tempo em cultivar uma cintura fina, uma bunda empinada e um belo par de peitos.
Achei que estava cercada de grandes amigos, descobri que fui uma boa amiga pra vários, talvez até grande amiga pra alguns.. mas a contrapartida... prefiro nem fazer as contas, pois sei que também nesse aspecto da minha vida acabo perdendo.
Achei que nunca ficaria sozinha. Sim, eu tenho uma forte tendência a me iludir.
Achei que poderia escolher simplesmente não sofrer. MENTIRA!
Achei, ou melhor, decidi apostar na certeza de que quem eu amava (ou amo), merecia todo amor, carinho e admiração que eu dedicava a ele. Mais um grande erro. E imenso desperdício de tempo e sentimentos.
Achei que minha presença faria diferença, depois achei que a minha ausência faria. Descobri que muitas vezes simplesmente não faço.
Achei que o sucesso era a recompensa por um trabalho bem feito, e que ele vinha acompanhado de reconhecimento. Descobri grandes talentos extremamente esforçados, mas eternamente anônimos.
Achei que uma pessoa não poderia querer machucar outra deliberadamente e sem ter um forte motivo. Fui surpreendida pelo fato que tem gente que faz isso por diversão.
Já achei que felicidade fosse recompensa, também já achei que fosse destino, cogitei a idéia dela ser o caminho, consegui acreditar que fosse recompensa, pensei que poderia ser acidente ou incidente, questão de escolha, golpe de sorte, fator cármico, momentos, trajetória, estilo de vida, opção, roteiro e trilha sonora.
Hoje, tento não achar mais nada, porque acho que já nem tempo mais tenho pra isso.

Texto: Ms Ladybug
Ilustração: Há Fael
2 comentários:
Joga as certezas na lata do lixo!
[Estou num daqueles momentos revoltados...]
Fica com as possibilidades!
Compartilha os medos!
E naufraga as indecisões!
Pronto! Agora vive!
=)
[Falei isso pra mim mesmo essa semana! Fez bem!]
Beijos!
E, vamos achar o que nos pertence!
Eu não tenho mais certezas, nunca as tive mas gostava de fantasiar que as tinha, em algum nível... foi-se!
Mas, sabe, ainda que sem tempo, sempre me obrigo a martelar no Gandhi como tábua de náufrago: "Não há caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho". O não sofrer é falso, muitos do em quem apostamos o são, muitas escolhas e máscaras que escolhermos para nós idem...
Mas, sem certezas, calejados, sozinhos por opção dupla (dolorosamente, a da outra parte primeiramente), fazendo diferença ou não, com tempo o ânimo; tem-se que ser! Por que, no fundo no fundo, é um monte de aquarela que dá em textos como esses! Que dá suspiros sinceros em dias como o presente, que tem uma poética tocante que já se basta nos dias em que estamos mais alinhados ao bendito caminho citado.
Sempre há um "achei"! De superação ou identificação.
Parabéns, e muito obrigado!!!
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