Tinha tudo pra ser uma daquelas manhãs simples e corriqueiras, que você sai de casa e pega o ônibus. Ou pega um equivalente, como no meu caso. E o equivalente é um caminhão. Não, sem brincadeira, ando de caminhão pra ir ao trabalho. Quase no estilo pau-de-arara. Mas, mais sofisticado, pois as cadeirinhas coloridas e o MP4 de plasma me colocam num status melhor que qualquer peão de cerrado ousaria imaginar.
Bem, e assim vou pensando na vida, escrevendo na agenda, vendo a paisagem, conversando e flertando com o cobrador... trivialidades.
Quantas vezes já me peguei não querendo ser óbvio!
Quantas vezes exitei pra não cair na mesmice!
E quantas vezes deixei de fazer algo simples porque não quis apelar pra crueldade de ser comum.
E no início dessa manhã algo me fez sair decidido a mudar coisas que a muito eu não ousava. Sabe-se lá, por medo de ser banal, de cair na rotina, de ser eu mesmo...
Sabe quando o sol invade a sala e você não está preparado pra luz, daí você fecha os olhos e esquece-se de ver os tons, as coisas boas, de sentir o calor, de saber das alegrias... por puro desacostume com a intensidade inicial?
Sabe o que engana mais?
Que esquecemos que a luz vai se apagando. Que o medo que sentimos por essa “intensidade inicial” se transforma em “fagulha final”, quando não atiçamos. E geralmente esperamos por novos e renovados fachos cegantes! Que é pra ter medo e justificar.
Porque, dá trabalho abrir os olhos... e renovar a si mesmo.
Oh, e como!
Texto: Accul Fauzi
domingo, 25 de novembro de 2007
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5 comentários:
Adoro esse texto....me faz viajar por lembranças e desejos.....
Ué! Cadê a ilustração?! ó.O
Sorry...
=\
To atolado com trabalhos da faculdade e venho passando por problemas d saúde.
Vou enviando aos poucos. =\
Abrçs!
Muito bom o texto, só faltou enriquecê-lo com as ilustrações do háfa, hehe.
Abraço!
Se é pelo bem da facul e da recuperação de Fael, diga ao povo que relevo! hehehe
Mas, só dessa vez! ¬¬
hehehe
Abraços!
=)
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